O Festival Regador (c/ Arraial de Santos Populares) chega à nossa Horta!
Durante quatro dias celebramos juntos a terra, a natureza, as boas colheitas, o colectivo, a agricultura, a alimentação cheia de sabor e saudável, a energia natural, o papel das cidades no caminho para uma vida mais solidária e “verde”, e a urgência de pensar (e concretizar) um presente e futuros mais justos e ecológicos.
Em Junho, num mês de tradicionais bonitas colheitas, e habitualmente rodeados (na Horta) de milho e girassóis que crescem altos e coloridos, celebramos o que de melhor fazemos na Horta durante todo o ano, que inclui a partilha de conhecimento, tempo, histórias e recursos, enquanto aprendemos, plantamos, colhemos, comemos, brincamos, convivemos.
Este ano, o nosso Festival também cresceu. Está mais maduro, mais interventivo, coloca questões, cria redes, e procura soluções e juntando vários intervenientes.
Assim, o nosso programa conta com:
a) concertos que trarão diferentes ritmos à Horta, juntando centenas que dançam por debaixo das luzes deste especial espaço. Este ano estreamos a rubrica Prata da Casa com músicos e Dj’s que fazem parte da comunidade Regador, e acompanham-nos, ainda, Dj’s da Associação Desportiva Recreativa O Relâmpago, que este ano se junta a nós para o arraial. Contamos ainda com a Rádio Olisipo com o Paolo Makossa e Mo Francesco (na noite de 12Jun), A Minha Vida Dava Uma Banda Sonora (na noite de 13Jun), Dj Rykardo (na noite de 14Jun) e os Sambacalao que encerrarão o festival no dia 15.
b) oficinas, que ensinam a fazer, e que este ano nos trazem a Laura Coutinho que porá todos a desenhar e ilustrar na Horta, ou a Ecocenter e a HortasLX que nos trazem oficinas de agricultura, sobre como fazer uma horta em casa ou simplesmente cultivar microvegetais. Construir um forno solar também está na lista de oficinas, e finalmente, como é já tradição, uma oficina sobre alimentação saudável e criativa, para famílias, orientada pela Liliana Escalhão e pela Romina Bertolini (Tati).
c) mercado com produtores agrícolas que nos trazem a oportunidade de apoiar práticas agrícolas mais conscientes e próximas, comprando deliciosos produtos agrícolas e orgânicos com o sabor autêntico da terra, mas também, artigos uteis para agricultura, alimentos confeccionados, exposição sobre sementes (leguminosas) e ciclo da lã a cargo da Comunidade do Alimento de Arruda e Arredores, e ainda, produtos têxteis e comida tradicional multicultural pela Cooperativa Bandim.
d) conversas que juntam entidades várias, nomeadamente projectos da temática da produção de alimento – vários parceiros Regador – que se juntam para conversar sobre como caminhar para uma cidade que se pretende ecológica e inclusiva, trazendo ideias, experiências e estratégias. Ou um dos momentos centrais do festival – uma conversa aberta sobre alimentação inclusiva e sustentável, que junta produtores, distribuidores, comunidade escolar, famílias, nutricionistas e outras entidades. Vamos falar de acesso, cultura alimentar, soluções práticas e modelos possíveis para que todos possam comer bem — com qualidade, justiça e proximidade.
e) e porque este é também um espaço de e para participação convidámos os candidatos com actual representação na Assembleia Municipal de Lisboa a apresentarem e discutirem as suas agendas para a sustentabilidade da cidade, no que a uma série de temáticas diz respeito. Uma oportunidade para ouvir, perguntar e participar na construção política do futuro colectivo.
f) já em jeito de encerramento do festival, a Zona Franca cozinhará uma refeição, pensada para reunir vizinhos, visitantes e curiosos à volta da mesa, ou neste caso da Horta.
g) e a Horta estará, como habitualmente, aberta a curiosos, que pretendam explorar e descobrir os seus vários recursos e biodiversidade.
h) não podiam faltar as bancas de comida, que contam com a presença da associação O Relâmpago, este ano, e a presença habitual, e muito acarinhada por todos – o TATI – que volta a marcar o festival com propostas cheias de sabor comprometidas com a criatividade da sua chef e os seus valores ligados a uma alimentação diferenciada e mais sustentável.
Este festival é também uma oportunidade para criarmos redes, construirmos um presente e futuro juntos, ligados a práticas que nos devolvem a natureza, a comunidade e a tradição. Junta-te a nós para celebrar, partilhar, aprender e construir — com música, comida, convívio, e com tudo o que faz de um festival popular um verdadeiro momento de comunidade.